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Livro: ONDE O REGGAE É A LEI 

O ritmo jamaicano, popular na capital do Maranhão, suas múltiplas facetas, e sua projeção na mídia - saltando das páginas policiais para os cadernos culturais - são retratados no livro ‘Onde o Reggae é a Lei’, de autoria da jornalista Karla Freire. A obra será lançada no dia 25 deste mês, às 19h, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho – Praia Grande.

Fruto do trabalho de campo para a dissertação do mestrado em Ciências Sociais da jornalista, o livro mostra como o reggae agora faz parte das estatísticas turísticas e ocupa espaço de diversos programas de rádio e TV, que diariamente tocam músicas com um vocabulário particular, conhecidas como ‘pedras’ e ‘melôs’.

‘Onde o Reggae é a Lei’ busca identificar os atores e conflitos do reggae em São Luís, desde a inserção do ritmo na cidade, seu fortalecimento em festas de periferia – e consequente estigmatização – até o reconhecimento como parte da identidade de São Luís, junto ao bumba-meu-boi e outras manifestações, somando aos diversos apelidos da ilha o de Jamaica Brasileira.

Com mais de 60 fotos raras de festas e personagens do reggae local, o livro traz depoimentos das mais diversas pessoas que vivenciam o reggae na cidade e analisa os usos que se faz do ritmo como um instrumento político e as tentativas de consolidá-lo enquanto produto turístico.
Mas é na longa descrição de uma geopolítica do reggae local que a autora demonstra a pluralidade no cenário regueiro: há diferenças entre salões populares e bares de classe média, reggaes roots importados e robozinhos feitos em estúdios locais, conflitos da intelectualidade estabelecida da cidade com a influência jamaicana, disputas entre radiolas e radioleiros, função simbólica do DJ, melôs guardados a sete chaves, além das discussões em torno das mais diversas posições sobre o reggae ouvido, produzido e dançado em São Luís.

O prefácio é assinado pelo jornalista Otávio Rodrigues e a capa é do fotógrafo espanhol Carles Solís. O livro conta ainda com imagens de diversos fotógrafos e regueiros maranhenses e do inglês Adrian Boot (que fotografou a Jamaica nos anos 60). Fonte: g1.globo.com

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