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Rio - “Muitos querendo falar e poucos com alguma coisa a dizer”, alfineta o Cidade Negra na introdução falada de ‘Eu Fui, Voltei’, bom pop reggae que abre seu álbum de inéditas ‘Hei, Afro!’, já nas lojas. Preparado desde a volta de Toni Garrido ao posto de vocalista do grupo, no fim do ano passado, o disco apresenta 13 faixas basicamente autorais.

FAIXA SOBRE O RIO DE JANEIRO

A rigor, o Cidade Negra nada diz de novo, mas turbina sua mistura de pop e reggae com sons eletrônicos, mote de músicas como ‘Don’t Wait’ (faixa em português, apesar do título em inglês) e ‘Paiol de Pólvora’ (sobre o Rio de Janeiro). A cuíca do início de ‘Só pra Detonar’ dá a pista certeira da faixa, que remete ao samba e ao suingue de Seu Jorge e Cia.

O Cidade Negra andou pegando ondas erradas em discos anteriores. Mesmo irregular, a safra inédita do CD ‘Hei, Afro!’ tem certa coerência dentro da estética positivista que irmana o repertório. “Quem não sonha não pode revolucionar / Se perder a fé, não vê além das ondas do mar”, diz o refrão de ‘Menino Rei’.

Entre a crítica às religões feita em ‘Ignorius Man’ e a pregação do amor à natureza em ‘Naturaleza’, o trio fluminense celebra a plenitude da paixão em ‘Mole de Amor’ e lamenta a dissolução do elo afetivo em ‘Contato’, balada ‘black’ de textura eletrônica. “Quando Não se sente a falta de ninguém, é porque se está sozinho demais”, filosofa Toni Garrido. Muitos querendo falar e poucos com alguma coisa a dizer!

POR Mauro Ferreira do Site odia.ig.com.br

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