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Jacob Hemphill é, em mais de um sentido, a voz da banda Soldiers of Jah Army. No palco, canta versos sobre amor, liberdade, sabedoria, revolução e mudança. Fora dele, dá entrevistas sobre música. E fala dos mesmos temas cantados nas letras.

O grupo de reggae está em turnê no Brasil e toca nesta quinta-feira (11) no Rio e na sexta-feira em São Paulo. O SOJA veio ao Brasil em 2008, 2009, 2010 e 2011, quando se apresentou no começo do ano e depois retornou, em show no festival paulista SWU. "Brasileiros gostam de reggae como se fosse música pop. Deveria ser assim em todos os lugares", elogia Hemphill, em entrevista ao G1.
Banda de reggae SOJA, que faz shows no Brasil em outubro de 2012 (Foto: Divulgação)Jacob Hemphill (3º da direita) e seus colegas da banda Soldiers of Jah Army.

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"Temos tocado em todo mundo... Palau, Saipan, Guam, Polônia, Uruguai... Diga algum lugar, que eu te falo que já tocamos lá", brinca. No SWU, a banda tocou boa parte de seu show tendo o cenário do rapper Kanye West. O banner da banda havia caído. "Eu fiz um comentário sobre como 'demoramos tipo três semanas para construir aquilo, espero que gostem. Se não gostarem, tentarei fazer melhor da próxima vez'. Será que todos entenderam a piada?", questiona, com bom humor. Não foram todos que entenderam o humor do cantor. Por outro lado, as mensagens pareceram bem captadas. Hemphill tem uma (longa) teoria sobre as temáticas das canções.

"Nosso mundo e nossa raça humana parou em nossa evolução, e tudo por causa do dinheiro", arrisca. "Costumávamos ser homens das cavernas, havia concorrência. Em seguida, quando percebemos que queríamos o mesmo (comida, segurança, família), começamos a trabalhar para conseguir essas coisas. Então, desenvolvemos a linguagem escrita, e a família ficou maior do que só você e o cara que mora ao lado. Então, a religião nos fez uma família maior: os 'países' fizeram as famílias ficarem ainda maiores. Se eu sou brasileiro e você é brasileiro, estamos juntos, temos os mesmos objetivos. Mas acaba aí. O jogo definitivo envolve apenas um país, a Terra. E apenas uma raça, a humana. Todos temos que ajudar, e temos que salvar a Terra que está morrendo, ficando mais quente ano após ano. Até não nos unirmos, não temos chance. Minha música é sobre isso."
Show do Soja no palco Consciência (Foto: Glauco Araujo/G1)SOJA toca na edição de 2011 do festival SWU, realiado em Paulínia (SP) (Foto: Glauco Araujo/G1)

O cantor garante que as levadas de canções como "Open my eyes", "Rest of my life" e "I don't wanna wait" têm a ver com os temas cantados. "A mensagem e a música precisam combinar para ter um sentido. Não pode uma coisa ser separada da outra", explica. O vocalista revela que o naipe de metais é muito importante para o SOJA. Solos de saxofone, trompete e trombone são constantes nos shows. "Hellman e Rafa são músicos extremamente bons. Eles têm a pegada da banda. São 'roots', mas contemporâneoss São tradicionais, mas modernos. São divertidos para festa, mas ainda melhores para escutar e analisar."

Como é de se esperar de um artista de reggae, o ídolo máximo da banda é Bob Marley. "Ele não é apenas meu artista de reggae favorito, mas meu compositor favorito e ponto final", elege. "Nunca ouvi alguém fazer canções tão universais quanto as que ele fazia. Pobre, rico, velho, jovem, branco, negro, homem, mulher... Isso não importava. Ele ainda chega a todos."

Fonte: g1.globo.com

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