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Jornal da Globo homenagem a Bob Marley

Jamaica continua representando uma das maiores potências musicais
Do calipso ao ska, do reggae ao dub e ao dancehall, poucos povos deram música tão boa para tantos. A ilha comemora 50 anos de independência.
A Jamaica está comemorando 50 anos de independência como uma pequena ilha bonita e pobre, com graves problemas sociais e econômicos, mas uma característica muito especial: o seu pequeno Produto Nacional Bruto contrasta com a grandeza do seu Produto Musical Fino. Do calipso ao ska, do reggae ao dub e ao dancehall, poucos povos deram música tão boa para tantos.

No início foi o calipso sensual de Harry Belafonte, um americano de origem jamaicana, que ao som de bandas de tambores de gasolina, encantou os Estados Unidos nos anos 50. Belafonte virou galã em Hollywood e o calipso malemolente ganhou o mundo.

Ponto de encontro de piratas e cenário de lutas por tesouros, a Jamaica foi saqueada durante 500 anos, e só o que foi mudando foi o saqueador. Mas a partir da independência foi ganhando um lugar de destaque na geopolítica musical, no mesmo grupo de Estados Unidos, Brasil, Inglaterra, Itália e Cuba, como as maiores potências musicais do século 20.

Nos anos 70, Jimmy Cliff foi o primeiro artista do reggae a conquistar sucesso internacional, e ficou popular na Europa com o filme cult 'The Harder They Come'. Mas na Jamaica, Cliff foi repudiado pela turma rastafari radical dos Wailers, porque era muçulmano e traíra os princípios rasta, embora Cliff fumasse quilos de maconha e tivesse várias mulheres.

Com Bob Marley o reggae conquistava o mundo e surgia o primeiro popstar jamaicano, que se tornaria um dos maiores ídolos e orgulhos dos jovens negros do mundo inteiro. Cultuado pelos grandes nomes do pop internacional, de Paul Mc Cartney ao Police. E no Brasil, por Gilberto Gil e os Paralamas do Sucesso.
Na história do pop, Bob Marley é um ícone à altura de Elvis Presley, dos Beatles e dos Rolling Stones, e em 50 anos a música jamaicana se tornou uma influência fundamental no rock, no punk, no hip hop, na eletrônica e na MPB. Da levada preguiçosa do reggae, à velocidade de Usain Bolt, a Jamaica comemora orgulhosa o seu jubileu. Sob as bênçãos de Jah rastafari. Fonte: g1.globo.com/jornal-da-globo

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