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Mais do que uma comemoração pela passagem do Dia Municipal do Reggae (11 de maio), a sessão especial realizada pela Câmara Municipal, na noite de sexta-feira, serviu para a comunidade regueira reivindicar ao secretário de Cultura da Bahia, Albino Rubim, uma Casa de Cultura do Reggae em Salvador. A sessão foi requerida e dirigida pela vereadora Marta Rodrigues (PT).
Com o Plenário Cosme de Farias da Câmara Municipal decorado com as cores da unidade africana (preto, verde, amarelo e vermelho), os amantes do gênero musical jamaicano assinalaram a importância do reggae no contexto sócio-cultural, sobretudo na conscientização das pessoas. “O reggae é denúncia e reflexão sobre questões sociais”, sintetizou a vereadora Marta Rodrigues.

Editais

Para o secretário de cultura Albino Rubim (Secult/BA), “reggae é música agregada com resistência e transformação da sociedade”. Sobre as reivindicações apresentadas pela militante da causa reggae Jussara Santana, que pediu mais incentivo e apresentou projeto de uma Casa de Cultura Reggae, o secretário sinalizou que os pleitos podem ser enquadrados nos próximos estilos de editais da Secult. “Os editais serão setoriais e não mais temáticos”, informou Albino.
“O mundo aprendeu a ouvir e gostar das músicas de libertação de Bob Marley”, disse Edmilson Sales, subsecretário municipal da Reparação. A produtora musical Liu Ferraz também pediu um espaço para o reggae em Salvador e lamentou a existência de descriminalização para com o gênero e os rastafáris.
Coube ao professor Ademário Sena, da Coordenação Nacional das Entidades Negras, falar sobre as origens do reggae e a influência deste na música baiana, como o surgimento do samba reggae do Olodum. Já o rapper BMW (Adalto) apontou para a convergência, na luta pelos mesmos ideais, do reggae com o hip hop.

Conscientização

Decano do reggae na Bahia, com mais de 30 anos de estrada, o cantor Dionorina falou da conscientização a partir da música e da dança. Na mesma linha de pensamento, o secretário estadual Elias Sampaio, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), considerou o reggae uma “doçura totalizante” e destacou a luta de Jussara Santana em defesa da causa reggae.
Várias participações musicais movimentaram a sessão especial, com destaque para Kamaphew Tawá, da Aspiral do Reggae, e do jovem Rafa Jah. A banda Cativeiro, representada por Nascimento, divulgou o novo CD do grupo de reggae.
Também fez parte da mesa de trabalho, representando a Fundação Gregório de Mattos, Gildete Ferreira. A deputada estadual Maria del Carmen (PT) acompanhou na plenária a atividade legislativa de cunho cultural.

Fonte: cms.ba.gov.br

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