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Do diretor MacDonald (“O Último Rei da Escócia”) mostra o homem por trás do mito.

novo dcumentario Marley - MacDonaldSelecionado para mostra Berlinale Special, o documentário "Marley" sobre o cantor, compositor e pacifista jamaicano estava entre os principais destaques e mais aguardados filmes da seleção oficial do Festival de Berlim. Dirigido por Kevin MacDonald ("O Último Rei da Escócia"), o filme mostra a história de Robert Nesta Marley (1945 – 1981) desde a infância na cidade de Nine Mile, em Saint Ann Parish, na Jamaica, até a agonia em função do câncer de pele e a morte.

Com duas horas e vinte minutos de duração, "Marley" teve o apoio da família. Traz depoimentos da mulher Rita, das várias namoradas, de familiares, amigos e músicos que o acompanharam durante a carreira, como Jimmy Cliff. E mostra o alcance do reggae no mundo inteiro em função das realizações de Bob Marley como cantor, compositor e uma espécie de filósofo do Rasta. Só não explora assuntos delicados e questionáveis, como por exemplo a transformação dele em um ícone comercialmente lucrativo - o que é um fato.

MacDonald substituiu Jonathan Demme, originalmente escalado para dirigir o filme. O cineasta, que começou o projeto do zero, disse que um dos principais obstáculos foi a dificuldade para reunir material sobre a fase de crescimento dele. "Ele cresceu em um país de Terceiro Mundo", disse MacDonald, na entrevista coletiva desta tarde de domingo (12). "Não há registros de filmagens dele até os 11 anos de idade apenas algumas fotos dele criança."

Outro obstáculo, um pouco mais difícil de contornar, foi conseguir entrevistas com alguns dos amigos e companheiros de Marley. "Os músicos jamaicanos são muito desconfiados, ou por pensarem que estão sendo explorados ou por terem sido enganados", explicou o Macdonald. "Muitas dos amigos dele que estão no filme nunca deram entrevistas antes por essas razões."

O ponto de partida para conceber "Marley" está no fato de que ele era mestiço - o pai era um soldado britânico branco - e sofria preconceito por isso na cidade onde nasceu e cresceu. "Eu encontrei um de seus primos brancos e uma de suas meias-irmãs brancas", disse o diretor. "O centro está nestas entrevistas e nas coisas que eles disseram."


Com informações - cinema.uol.com.br

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