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Na Índia, o governo enfrenta dificuldades políticas trazidas por denúncias e protestos contra corrupção. Centenas de pessoas passaram a noite protestando na frente do presídio onde Anna Hazare está desde terça-feira.

O ativista se recusa a deixar o local pelo mesmo motivo que foi preso: quer continuar a greve de fome  num parque de Nova Deli por duas semanas.

Sua causa é lutar contra uma lei anticorrupção, que exclui juízes, o primeiro-ministro, e parlamentares das investigações.

A revolta de Anna Hazare inspirou milhões a lutarem com ele numa onda espontânea de apoio poucas vezes vista na Índia.

São principalmente jovens e da classe média, que exigem o fim dos velhos costumes corruptos do sistema político.

Hazare tem como arma as palavras. A greve de fome. O veto a violência. Com sucesso tem usado os métodos de Mahatma Gandhi e costuma dizer que a Índia vive uma segunda guerra de independência.

Sua luta escancara a figura do primeiro-ministro Manmohan Singh. Um dos mais importantes políticos desde a independência. Um dos responsáveis pelos avanços econômicos da Índia, como antigo ministro da Fazenda. Mas visto como incapaz diante de uma cultura de corrupção impregnada no governo que lidera.

As denúncias passam por fraudes em licenças de telefonia móvel e mau uso do dinheiro público, nos jogos da comunidade britânica, no ano passado. Uma enxurrada de irregularidades, que afasta os investimentos estrangeiros na Índia.

Um estudo mostrou que a corrupção custa bilhões de dólares à terceira maior economia da Ásia e ameaça frear o crescimento do país.

Fonte: G1

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