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Nessa postagem vou contar para vocês um pouco da historia de (Hailé Selassié ou jah rastafári)
Todo mundo que já escutou a música reggae provavelmente já ouviu falar em rastafári. A palavra RASTAFARI vem do nome do último Imperador da Etiópia. Algumas pessoas chamam os dreadlocks de “cabelo rastafári”. Ser rasta não é só gostar de reggae. A História é séria e está aqui para ser contada, passada adiante para as futuras gerações.
Os fatos de sua vida são bem conhecidos. A influência de Haile Selassie sobre o mundo é seu duradouro legado. Nascido Tafari Makonnen, em 1891, Haile Selassie veio a ser identificado intimamente com a Etiópia. Raramente, no mundo moderno, a história de um homem torna-se tão intimamente ligada à história de uma nação. Diz-se que grandes eventos geram grandes homens, mas com eles falhas também, e a diferença entre os dois é geralmente definido por atos de coragem singular.
É considerado o símbolo religioso do Deus encarnado, entre os adeptos do movimento rastafári. Durante o seu governo, a repressão a diversas rebeliões entre as raças que compõem a Etiópia, além daquele que é considerado como o fracasso do país em se modernizar adequadamente, lhe rendeu críticas de muitos contemporâneos e historiadores.
Haile Selassie subiu ao trono na época da exploração polar e comunicação lenta. A mais antiga nação da África era pouco mais que uma nota de rodapé frente às grandes histórias do dia – algo que os americanos e britânicos liam a respeito nas páginas da National Geographic. Algumas pessoas ainda chamavam o país de Abissínia. Em alguns países, longe das fronteiras da Etiópia, segregação e apartheid foram estabelecidos há muito tempo e pouco questionados. A maioria das outras “Nações” Africanas foram colônias. Mesmo em casa, a escravidão ainda era tecnicamente legal. Em tal era, palavras como “pan-africanismo” e “direitos civis” eram pouco mais que esotéricas noções filosóficas entretidas por uns poucos iluminados. E um país tão atrasado como a Itália, cuja pobreza generalizada levou a emigração de milhões de pessoas e ainda procuravam devorar uma nação como a Etiópia, foi pouco demais para chamar atenção dos círculos intelectuais mais sofisticados. Com o apoio britânico, Haile Selassie voltou a derrotar o exército italiano, que, no caso, os Aliados não viam como muito mais do que um incômodo. Os britânicos consideravam a campanha da Etiópia no seu contexto estratégico – uma forma de libertar o Mar Vermelho como possível controle do Eixo – tanto quanto a libertação de uma nação soberana. Para os Etíopes, isto foi muito mais uma vitória moral, do que militar. Selassie era um orador talentoso, e alguns de seus discursos foram considerados entre os mais memoráveis do século XX. Suas visões internacionalistas levaram a Etiópia a se tornar membro oficial das Nações Unidas, e sua experiência e pensamento político ao PR Enquanto em missão diplomática no Brasil, em 1960, Haile Selassie sofreu uma tentativa de golpe, organizada e dirigida por Germane Neway que não teve sucesso, mas polarizou a Etiópia e preparou caminho para um segundo golpe alguns anos depois. Em 1963, Selassie participou da criação da Organização da Unidade Africana. Promover o multilateralismo e a segurança coletiva provou-se relevantes até os dias de hoje.
É reconhecida a influência que Haile Selassie teve sobre o movimento negro, em especial em lideranças do movimento negro, como Martin Luther King e Nelson Mandela. Além disso, Selassie é encarado como um messias por parte de uma religião de origem jamaicana, o Rastafári, que crê que Haile Selassie vive, conduzirá os negros de volta à África, e é Deus Vivo

Discurso de Selassie na Liga das Nações em 1936
“Enquanto a filosofia que declara uma raça superior e outra inferior não for finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada; enquanto não deixarem de existir cidadãos de primeira e segunda categoria de qualquer nação; enquanto a cor da pele de uma pessoa não for mais importante que a cor dos seus olhos; enquanto não forem garantidos a todos por igual os direitos humanos básicos, sem olhar a raças, até esse dia, os sonhos de paz duradoura, cidadania mundial e governo de uma moral internacional irão continuar a ser uma ilusão fugaz, a ser perseguida, mas nunca alcançada. E igualmente, enquanto os regimes infelizes e ignóbeis que suprimem os nossos irmãos, em condições subumanas, em Angola, Moçambique e na África do Sul não forem superados e destruídos, enquanto o fanatismo, os preconceitos, a malícia e os interesses desumanos não forem substituídos pela compreensão, tolerância e boa-vontade, enquanto todos os Africanos não se levantarem e falarem como seres livres, iguais aos olhos de todos os homens como são no Céu, até esse dia, o continente Africano não conhecerá a Paz. Nós, Africanos, iremos lutar se necessários, e sabemos que iremos vencer, pois somos confiantes na vitória do bem sobre o mal.”
Esse discurso serviu de inspiração para a canção "War", um dos maiores clássicos do cantor de reggae jamaicano Bob Marley.

Em 1974, um golpe militar aboliu o regime monárquico e depôs o imperador, já velho e doente, que faleceu (há indícios de que foi assassinado) em 1975, um ano após ter sido despojado do milenar trono abissínio
Ele tinha sangue Salomônico. Haile Selassie era um homem do povo. Talvez seja assim como ele deveria ser lembrado.

O movimento rastafári ou Rastafár-I (rastafári) é um movimento religioso que proclama Haile Selassie como a representação terrena de Jah (Deus). Ele nada mais seria do que o messias prometido. O termo rastafári tem sua origem em Ras ("príncipe") Tafari ("da paz") Makonnen, o nome de Haile Selassie antes de sua coroação. O movimento surgiu na Jamaica entre a classe trabalhadora e camponesa negros em meados dos anos 20, iniciada por uma interpretação da profecia bíblica em parte baseada pelo status de Selassie como o único monarca africano de um país totalmente independente e seus títulos de Rei dos Reis, Senhor dos Senhores e Leão Conquistador da Tribo de Judah, que foram dados pela Igreja Ortodoxa Etíope.

Texto: Danny Paixão

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